
Satisfação. Essa é a melhor palavra que descreve a finale de Gilmore Girls. Os verdadeiros fãs dessas garotas sabem que a série cumpriu sua principal premissa, postergada desde o episódio piloto: a jornada de uma mãe solteira em conseguir uma formação de qualidade para sua filha. E que jornada maravilhosa! Os obstáculos nesse percurso foram os mais variados: (falta de) dinheiro, garotos, competição, cobranças, indecisões, medo, distância... E o melhor de tudo é que nada disso aconteceu através de clichês ou estorinhas de contos de fadas. As coisas mudam, os amigos se separam, as relações terminam e quebramos a cara de vez em quando. Durante sete anos, vimos um universo se desenvolver com tanta naturalidade que chega a assustar. Por incrível que pareça, minha comoção partiu dos momentos mais triviais do episódio. Ver Lane e Rory já adultas conversando sobre a vida naquela varanda me encheu de um orgulho estranho. Quando Lorelai escuta da filha um "você já me deu tudo o que eu preciso" e do Luke um "Eu... Gosto de ver você feliz" confesso que meus olhos ficaram marejados. Tudo correu de forma tão leve e despreocupada que isso se tornou o maior trunfo do episódio. Fechar o ciclo com uma festa simples e improvisada, reunindo todas as figuras cativas de Stars Hollow, acompanhada do incrível discurso de Taylor (gargalhei deliciosamente e vou reproduzir um trecho abaixo mais ou menos como me lembro): "... e te acolhemos no útero da comunidade. Agora, nessas últimas e dolorosas contrações te expelimos para o mundo e limpamos o líquido amniótico de seus olhos..." Fantástico! E a tomada final homenageando a clássica cena do episódio piloto passa uma sensação de que a vida continua. Não precisamos de avanços no tempo, casamentos coletivos ou ninhadas de bebês para termos a sensação de um final. Chegamos ao último capítulo do livro intitulado Gilmore Girls e, embora queiramos, não necessariamente PRECISAMOS saber o que vem a seguir. Uma série nada menos que inesquecível.
Esse texto, na minha opinião, um dos melhores que eu já vi.
Ele me dá paz, alegria, nostalgia etc.
Faz parte de mim.
Ele mereceu estar nesse novo blog.
Beijos


Então, essa é a Juliana. Ela conheceu o meu irmão Felipe (juro, ele é mais bonito) no Japão, e eles vão ter um bebê.